sábado, 10 de abril de 2010

“Perdi-me muitas vezes pelo mar, com o ouvido cheio de flores recém- importadas, com a língua cheia de amor de agonia…

Muitas vezes me perdi pelo mar, como me perco no coração de algumas meninas…Porque as rosas buscam sem frente uma paisagem dura de ossos e as mãos dos homens não tem mais sentido que imitar as raízes sobre a Terra.

Como me perco no coração de alguns meninos, perdi-me muitas vezes pelo mar…Ignorante da água, vou buscando na morte de uns que já passou…e o caminho deve ser longo…”



” - Presta atenção, querida, em cada morto herdarás só o cinismo. Quando notar estarás a beira do abismo. Abismo que cavastes com teus pés..”

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