segunda-feira, 31 de maio de 2010




Embora meu objetivo seja compreender o amor, e embora sofra por causa das pessoas a quem entreguei meu coração, vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar meu corpo, e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha alma.

sábado, 22 de maio de 2010

(...) O problema para descrever é esse: apenas entrevejo.
Apenas entrevendo, continuo a entrever.
Não há mais ninguém nessa estação. Ou por algum motivo não entrevejo os outros que talvez estejam também lá, apenas você, num zoom seletivo que exclui os demais. E por se tratar de uma estação, deve haver um trem que não chega, não passa nem parte. O que passa é apenas o tempo. Sei que passa não porque a luz se modifique ou aconteça alguma coisa, mas pelos seus pequenos movimentos, um passo, um braço, que revelam ansiedade e espera. O que se pode fazer numa situação como essa — mesmo para mim, que deveria ser o dono dela, mas me recuso — a não ser esperar? Esperamos, todos. O que está lá, o que conta sobre isso e os que lêem sobre isso. Esperamos então. Horas, dias, meses, anos e anos. Ninguém sabe o quanto. Podemos nos distrair enquanto esperamos, ligar o rádio, olhar pela janela, abrir a geladeira, mastigar alguma coisa, beber mais água neste dia seco, até mesmo ligar a TV para entrar noutras histórias, falsas ou verdadeiras, mas onde aconteçam coisas, em vez de ficarmos parados nesta onde nada acontece desde as primeiras palavras. E voltar a ela como quem volta a chamar um número de telefone eternamente ocupado, só para constatar que continua ocupado e apenas para ter a sensação de não desistir. Desistir não é nobre. E arduamente, não desistimos.
Então acontece. É tão surpreendente que aconteça que pouco importa seja a única coisa que poderia acontecer. O trem chega e pára. Na plataforma você começa a tentar colocar as bagagens dentro dele. Mas elas não saem do chão. O trem apita, o trem vai partir. Você percebe que não pode levar nada além de você mesmo. E entra no trem. Mas isso que você tenta fazer entrar no trem, e que é o seu corpo, também não pode entrar.
Então você o deixa, deixa o vulto que entrevejo jogado na estação junto com as bagagens. O trem então parte levando de você algo que nem você nem eu sequer conseguimos entrever. Outra coisa, talvez nada, porque nada podemos garantir ter visto partir dentro do trem.
Você não grita nem acorda. Não há terror, mesmo sendo aterrorizante: é assim que é. E pior ainda, não se trata de um sonho. Começa a amanhecer. Ou a anoitecer. Ninguém sabe quando passa o trem. Nem para onde vai. E não se leva nada. Isso é tudo que sabemos.
... Saudade é o corpo brigando com o chronos. De novo o mesmo poema de Ricardo Reis: ele fala do deus atroz que os próprios filhos devora sempre”. Chronos é o deus terrível que vai comendo a gente e as coisas que a gente ama. A saudade cresce no corpo no lugar onde chronos mordeu. É um testemunho da nossa condição de mutilados – um tipo de prótese que dói.Kairós mede a vida pelas pulsações do amor. O amor não suporta perder o que se amou.


Rubem Alves
"... talvez as pessoas não saibam o que querem, apenas saibam o que não querem. Nesse caso, conhecer o futuro realmente seria irrelevante, já que só existimos no presente e só experimentaremos e reagiremos ao futuro quando ele chegar."

quarta-feira, 19 de maio de 2010






(...) Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais...

Mas aí, daqui uns dias.... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."
Tati Bernardi
Acho tão engraçado o modo como às pessoas se iludem com o 'novo’!
Novos amigos, novas oportunidades, novas chances, engraçado e um tanto curioso ao observar aquele brilho nos olhos da pessoa. Me vejo egoísta julgando aos que então ao meu lado, que vivenciam essa magia do 'novo’, acho tão mesquinho, sei lá às vezes meu egoísmo prevalece, tenho que para de deixar que isso tome conta de mim, e apenas acreditar e apoiar os sonhos e pulos que essas pessoas dão!
Vou lutar contra mim mesma, vou por bem ou por mal, me preocupar menos com coisas 'fúteis’, deixar seguir o caminho que estão trilhando e aceitar o que vier pela frente!
Felicidade nem sempre podemos ter na nossa vida, quem sabe algum dia ela possa voltar a fazer parte do meu presente!
O grande segredo é aprender a contar até 10!

21h46min / 19/05/2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

FASES DA BEBEDEIRA
1ªfase: A alegria: vc começa a rir de coisas bobas
2ª fase: Negação: apesar de vc estar pra lá de Bagdá, vc continua falando q tá sóbrio.
3ª fase: Amizade: vc começa a ficar amigo de todo mundo: do barman, do tio mendigo.
4ª fase: Cegueira: essa fase é muito perigosa pois nesse momento vc já começa a achar todo mundo bonito!
5ª fase: Invisível: nesse momento, vc acha que tá invisível e que ninguém tá te vendo, portanto, vc faz cagadas achando que ninguém nem percebeu, qdo na verdade, todo mundo está olhando pra vc
6ª fase: Momento da verdade: perigoso pois vc começa a dizer as verdades pra todo mundo.
7ª fase: Nostalgia: nesse momento vc chora dizendo que todo mundo ali é seu amigo do peito e não sabe o q faria sem eles. é nessa fase tb q as pessoas começam a ligar para os exs namorados.
8ª fase: Línguas: É a hora de falar inglês, espanhol, aramaico.
9ª fase: Depressão: depois de rir mto e se divertir, bate aquela depressão.
10ª fase: Amnésia