Todo mundo sempre diz a mesma coisa: "Isso passa, relaxa." Essa frase é usada tantas vezes como amenização, que ninguém dá credibilidade à verdade que está contida nela. Com o tempo e com BASTANTE decepções, tudo passa, sim! O que era fundamental sai do centro das atenções...
Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava. Pois nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu... Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua "presença" tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e as minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças.
Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada, diariamente, por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo "passando" e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza...
Não vou tentar entender, mas apenas sentir. O que, mesmo? Sentir falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria! :)
É, resolvi ressuscitar esse blog :D
espero que gostem *-*
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